DiHub
12/08/2026

O Brasil está na moda, e o mercado imobiliário sentiu primeiro.
Zona Sul do Rio e litoral de Santa Catarina vivem um crescimento expressivo na procura por estrangeiros. Em Ipanema e no Leblon, cerca de 30% das unidades compactas lançadas recentemente foram vendidas para compradores de fora, segundo o Sinduscon-Rio. Em Florianópolis, um levantamento de imobiliária local mostrou 83% das vendas fechadas com argentinos em busca de apartamento na planta.
O fluxo de visitantes explica parte do movimento: foram 9,2 milhões de estrangeiros em 2025, e os cinco primeiros meses de 2026 já somam quase metade disso. Câmbio favorável, facilidade pra conseguir residência e a possibilidade de rentabilizar o imóvel no Airbnb fazem o resto. O Brasil já é o terceiro maior mercado do mundo em anúncios na plataforma, atrás só de Estados Unidos e França.
Tem ainda um detalhe que pesa: uma resolução do Conselho Nacional de Imigração permite que estrangeiros peçam residência ao comprar um imóvel de pelo menos R$1 milhão com recursos vindos de fora. Isso empurra parte desse público para o segmento de alto padrão, o mesmo em que o custo de um erro na negociação custa mais caro.
Comprador de fora, risco que continua sendo daqui Um comprador que mora em Buenos Aires ou em Miami não tem familiaridade para saber como consultar sozinho a Justiça do Trabalho brasileira, nem verificar se o vendedor tem uma execução fiscal correndo em outro estado. Ele depende inteiramente do corretor para isso. E a distância, o fuso horário e a pressa de quem quer resolver tudo antes de voltar pro país de origem criam pressão extra para acelerar assinatura.
O risco jurídico da transação não muda de nacionalidade. Se o vendedor tiver dívida fiscal ou processo capaz de comprometer o bem, o problema aparece depois, geralmente pro comprador estrangeiro, que é quem tem menos ferramentas para reagir a tempo.
A pessoa por trás do imóvel, verificada em minutos A DiHub automatiza exatamente essa parte que a distância dificulta. Com o CPF ou CNPJ do vendedor, a plataforma emite mais de 20 certidões judiciais, tributárias e trabalhistas, reunidas em um Relatório Consolidado que qualquer corretor consegue enviar para um cliente do outro lado do mundo antes de marcar a assinatura.
Não é sobre desconfiar de quem está vendendo. É sobre transformar confiança em informação verificável, principalmente quando quem compra não tem como verificar nada sozinho.
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